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“Através da utilização de poemas/objectos literários proponho a criação de um jogo lúdico por via do pensamento. Para começar pede-se a cada participante que escolha um texto que irá trabalhar até que, através de um processo de descoberta e envolvimento, pessoa e poema se tornem parte intrínseca um do outro. Iremos trabalhar a ideia de apropriação, no sentido em que o participante se alimenta do poema, e dá também alimento ao próprio poema. O objecto escolhido passa a tornar-se parte de quem o escolhe. É um jogo que estimula o autoconhecimento e o exercício do pensar com o(s) outro(s). Na primeira fase, serão propostos poemas pelo orientador e pelos participantes. Segue-se a leitura e discussão de cada poema, deixando-os reverberar dentro de cada um dos participantes. Na segunda fase, cada participante escolhe um ou mais destes poemas. Aqui, cada um inicia um processo individual e autoral sobre o/s texto/s escolhido/s: dizer, sentir e ouvir as sonoridades e ritmos. Trata-se de um trabalho de apropriação, de passagem do escrito ao falado. Na terceira fase, cria-se um coro poético, juntando todas as participações e a contribuição de cada um dos participantes. A quarta fase e última corresponde à apresentação virtual e/ou ao vivo do resultado final.” António Fonseca


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Nem o Tempo nem a Distância
direção artística: Aldara Bizarro, António Fonseca, Eduardo Raon e Pedro Braga Falcão
mediação: Caroline Dominguez | Associação Música Esperança Portugal
plataformas web, edição e comunicação: Inquieta Agência Criativa
direção de projeto: Teresa Albuquerque
direção de produção: José Luís Ferreira
assistência de produção e administração: Rebeca Vendrell
um projeto blablaLab intergalactic
em co-produção com Teatro de Vila Real e Teatro Municipal de Bragança.
com o apoio da Fundação da Casa de Mateus
projeto apoiado pela República Portuguesa | Cultura | DGArtes