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1º ATELIER

A sessão começa ao som de Prokofiev. Romeu e Julieta. Montagues e Capulets. Cada uma das participantes lê o texto que tinha feito durante a semana- os poemas que não faziam sentido. E todas perceberam o desafio: era preciso escrever sobre o não fazer sentido e não fazer um poema sem sentido. 

Este foi um exercício exigente. Que obrigou cada uma expandir a imaginação.

“Ficção” vem do latim “ fingir”. Mas fingir em latim significa modelar o barro. Assim a ideia do Pedro, é pegar nas palavras e fingi-las, moldá-las para o significado que queremos. 

Esta semana é preciso escrever sobre “Ele/Ela”.

A ideia é que cada um escreva sobre um animal, mas sem dizer nunca o nome do animal nem nenhum vocabulário que lhe seja associado.

Depois virá o tempo de adivinhar o animal de cada um.

Mas voltemos a fingir palavras.

O Pedro colocou duas músicas do Camille Saint-Seans do Carnaval dos Animais. De seguida, cada uma leu o seu poema e será então o tempo de avançar palpites:

A Guida escreveu sobre um cão; A Tânia escreveu sobre um tigre da Malásia; A Irene escreveu sobre um coelho; A “Eugenita” escreveu sobre um gato.

Para a semana fica o desafio de escrever para Ele e para Ela. Dois poemas, numa espécie de diálogo, em que um responde ao outro.

2ºATELIER

Hoje, a data do aniversário de cada um irá ditar a ordem pela qual irão declamar os seus poemas. Antes da sessão começar há uma conversa descontraída em que todos partilham a data de nascimento. E daí sai o pretexto para usar esse dado como forma de organizar as leituras.

A Sandra foi a primeira. Escreveu sobre a fotografia do Adérito. O Adérito escreveu sobre a fotografia da Sandra. Depois a Marisa, que escreveu sobre a fotografia do Pedro.

A terceira a ler foi a Armandina que escreveu sobre uma memória. Uma fotografia mental sua.

E por fim, foi a vez da Sara que leu o que escreveu sobre a ideia da fotografia.

Há um outro desafio: escrever um poema sobre “vocês/vós”. Escrever sobre alguém que não somos nós, sobre o esquecimento.

A Sandra, a Sara e a Armandina leram as suas palavras , mas o Adérito não escreveu.

Talvez escreva na próxima semana: o desafio será escrever um poema partindo da frase: “vocês estão confusos”.

Mais uma vez não será pedido que o poema tenha lógica. Será sobretudo um exercício partindo da ideia de que a poesia é sobre o impossível. A poesia, que nem sempre pede ou tem explicação. A poesia que precisa apenas de ser sentida. Fazer sentir com as palavras que escrevemos.

3ºATELIER

Esta é a última sessão com este grupo.

E foi por isso uma sessão de balanços.

Cada um leu o que escreveu durante a semana passada. E o Pedro mostrou-se muito contente com as palavras de todos.

Falou do percurso de cada um. Desde o primeiro dia até aqui. E partilhou com todos uma pequena surpresa: um texto que escreveu sobre cada um dos participantes e sobre cada uma das personalidades literárias.

Olhar para trás deixa-nos perceber o caminho que fazemos.