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1º ATELIER (UCC E LAR)

Neste atelier voltamos às primeiras memórias de infância. Boas ou más.
A Dona Anita conta que se lembra do pai a tirar-lhe dinheiro do mealheiro.
A Eugénia fala de uma grande árvore da sua aldeia, um grande Ulmo.
As duas juntam-se pela primeira vez, neste Atelier, à Irene e a Guida.
A Dona Anita é utente do lar, é de Vila Real mas vive em Bragança. A Eugénia, a mediadora que a acompanha, é de Mogadouro.

Os textos pedidos na semana passada pelo Pedro foram lidos e a Dona Anita acabou por ler também um poema que já tinha escrito, sobre a infância. Diz que durante o confinamento a escrita foi a sua grande companhia.

O novo desafio desta semana? Escrever na pessoa verbal “nós”.
O primeiro “Eu lembro-me”-
Depois “nós lembramo-nos”… ao som da música “Milonga Triste”, de Piazzolla.
Usando a repetição como recurso, e usando a ideia lançada no vídeo da sessão da Aldara, foi pedido a todos que escrevessem um poema em que repetissem pelo menos duas vezes a expressão “nós lembramo-nos”.
E as memórias de cada um, assim misturadas, haverá de ser poema.

2ºATELIER

Verso, em latim, significa qualquer coisa que vira, que quebra, que parte.
E nesta sessão, o Pedro falou na importância de fazer versos curtos, simples e que tenham ritmo.
Que cada um saiba partir o texto, ao ritmo certo, para conseguir beber a ideia e captar o momento.
Na semana passada começou-se pela primeira pessoa. O “Eu” foi o ponto de partida para escrever os textos que agora são lidos e apresentados.
Agora a Armandina, a Sara, O Adérito, a Sandra e a Marisa são desafiados pelo Pedro a calçar outros sapatos. É-lhes pedido que escrevam como se tivessem 85 anos, usando a pessoa “tu”, e fazendo uso da repetição “tu lembras-te”.
Escrevem ao som de Mahler e no final, cada um lê aquilo que escreveu.
Para a semana será a vez do “Tu”.

3ºATELIER

Escrever sobre o outro pode ser libertador.
E enquanto o Pedro lia alguns poemas, falou-se desse distanciamento que pode ajudar no processo de escrita.

Hoje é tempo de explorar a segunda pessoa do plural.
Esta semana o desafio é usar os sons produzidos no atelier do Eduardo, baseado na recolha auditiva dos reclusos, para explorar as emoções partindo de fora.
“Vocês” será o ponto de partida para os textos que vão escrever.
E é focado no outro, que cada participante escreve um poema sobre o estar preso ou o seu contrário.

Na próxima sessão o desafio será manter a pessoa “vocês” e continuar a explorar a noção do “estar preso” ou, em contrapartida, “estar livre”. E na cadência da música do Eduardo, pelas palavras que se repetem, criar uma sensação de “engrenagem” no poema.