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1º ATELIER

No primeiro dia, primeiro as apresentações.
O Pedro explicou quem era e ao que vinha. E conheceu a Irene, a Guida e o Sr. Sá.
Ele é utente do lar. Elas são utentes da Unidade de Cuidados Continuados.
A Irene, 49 anos, trabalhou na caixa de um supermercado, gosta muito de ouvir poesia, mas de escrever não tanto.
A Guida tem 41 anos e diz que gosta de ler.
Mas é o Sr. Sá quem, do topo dos seus 83 anos, ganhou a sala com a sua vontade de comunicar, de partilhar histórias e com o seu gosto pela aventura que o levou a saltar de paraquedas há 3 anos e que quer repetir o quanto antes.
O Pedro falou daquilo que a poesia nos pode fazer lembrar ou sentir e quis saber o que pensam os três.
Ao Sr. Sá a poesia leva-os a tempos antigos, mas também ao futuro.
A Irene pensa na sua juventude.
A Guida diz não pensar em nada.
A cada um foi também pedido que recordasse a sua primeira memória de infância e que usasse essa recordação para escrever.
Da próxima vez, o Pedro quer que essas memórias sejam rescritas em pequenos versos, ao som de uma música.

2ºATELIER

No segundo Atelier a memória volta a ser o fio condutor.
Do que nos lembramos nós da nossa infância?
Que recordação é a primeira?
Conhecemos a Armandina, o Adérito e a Sandra, acompanhados das mediadoras Sara e Marisa.
A Armandina é utente da Unidade de Cuidados Continuados, é de uma aldeia do distrito mas veio para Bragança ainda pequena.
O Adérito e a Sandra são utentes do Centro de Educação Especial. Ele é de Bragança e entrou no CEE aos 8 anos. Ela é de Vila Flor e vive em Bragança há 15 anos.
A Marisa é de uma aldeia chamada Nunes e trabalha no CEE há 7 anos. A Sara é de Boticas, em Chaves.
Todos participam neste desafio à memória e todos escrevem e partilham onde a memória os levou:
O Adérito lembra-se de entrar numa piscina pela primeira. A Sandra lembra-se de ir para a escola e os ver os caminhos cheios de neve. A Armandina guarda memórias mais audazes, de quando fugia de casa para ir apanhar cerejas e ouvir os pássaros.Para a Marisa, as memórias misturam-se por entre as tintas em pó e água para desenhar no jardim de infância e as migalhas que dava aos pássaros.
E assim, um a um, usando as mais ternas memórias, escrevem sem saber a sua própria poesia.

3ºATELIER
No terceiro atelier juntou-se o grupo do Centro de Reabilitação: a Paula, a Karina, a Patrícia, o João e o Fernando.
Os textos que cada um fez na sessão anterior foram apresentados. E para este encontro houve um novo desafio: Desta vez escrever para a pessoa “Ele/Ela”.
Escrever um ou mais versos, que façam rir . Talvez subversivos ou irónicos, que falem do outro ou que descrevam uma situação ridícula. A imaginação é o limite. E ao som da musica, sempre.