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Desafio: pegar nas palavras que nasceram no atelier do Pedro Braga Falcão e dar-lhes som. Quais palavras? Cansaço, cor e palavra.
Como se descreve o cansaço através do som? Como será o som do cansaço? E em conjunto? Terá sons agudos ou graves? Os 4 participantes da sessão foram unânimes: sons mais contínuos, mais graves, com menos volume, sem mudanças bruscas, mais constante.
Pegaram então na viola, no cavaquinho, numa garrafa de água e numas baquetas. São estes os instrumentos, mas podiam ser outros. Importante é ouvirem-se uns aos outros. O que importa é encontrar. Uma caixa de cartão, uma mão a passar por cima da caixa com um outro papel, uma corda da guitarra que ecoa, sempre, com o mesmo som, uma corda do cavaquinho. Quase nada muda neste som constante. Também se pode usar a voz. Para só para mostrar cansaço, mas não para falar. “Uma pessoa começa-se a habituar ao som e quando falta, é que notamos que ele existia”, diz um dos reclusos. O exercício passa para a palavra. Cada um pensa no que quer dizer, decide a intensidade com que o faz, sempre a prestar atenção aos outros. Construir um sentido através das sílabas isoladas. E uma sílaba puxa a outra.