nTnD

Plataforma Zoom //

Hoje juntam-se  os utentes da Unidade de Cuidados Continuados e do Lar de Bragança: As duplas Armandina e Marcial, e Ana e Vítor.

António sugeriu que quando fizessem a gravação dos poemas, no início podiam talvez fazer uma pequena referência ao autor do poema. Mas a Ana hesita. Argumenta que para dizer algo sobre o autor tem de o conhecer e no seu caso, não sabe quem é Manuel António Pina. António tranquiliza-a e diz-lhe que basta apenas algo simples. Pode ser um agradecimento: “Gostei muito deste poema, obrigada Manuel António Pina”.

Agradecer pode parecer um gesto pequeno mas é muitas vezes o maior dos tributos.

Armandina voltou ao poema ‘Lamalonga’. Leu devagar e António achou que tinha lido muito bem. De seguida, Ana leu o poema “Branca de Neve” de Heitor Morais da Silva, e a forma como o conversou mais do que o declamou, agradou a António.

‘Truca, truca’ Pedra Lioz, de António Gedeão- poema inspirado na construção do Mosteiro da Batalha-  é o poema de Victor.  E Marcial leu e cantou a junção que tinha sido construída na sessão anterior.

A Victor, António pede apenas um pouco mais de confiança. Ainda se sente um pouco constrangido na leitura. E a Marcial sugere que a última frase do poema seja lida, em vez de cantada. Talvez ajude pensar que está a falar com o vinho, como se falasse com um amigo. 

O trabalho de grupo e a evolução de todos deixa António muito grato e comovido. Há uma boa energia. E antes da sessão terminar, Armandina respira fundo e volta ao seu poema.