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O que faz o ritmo é o jogo entre o silêncio e o som, não é o dizer rápido.
Esta é uma das dicas que António deixa para melhor ler poesia.
Na sessão de hoje é tempo de verbalizar e ouvir. Treina-se o poema escolhido de Vítor: Pedra Lioz, de António Gedeão.
E António pede mais música. Mais ritmo. Não somente palavras.
Os verbos na comunicação são o sustento das palavras todas e até chegar ao verbo não se deve descansar. Outra dica do António: os verbos com as ideias principais têm de ser mais fortes e as outras ideias têm que ser penduradas nesses verbos.
Foi a vez da Ana recitar “Pássaro da cabeça” de Manuel António Pina. E com os conselhos do António, conseguiu falar o poema. Releu, mas desta vez mais devagar, como se estivesse a dar um conselho a alguém. Depois recitou o “Branca de Neve” de Heitor Morais da Silva, que se está a despedir da irmã. Mais umas dicas, e voltou a ler.
Deixar as ideias respirar. Fazer uma pausa entre elas se necessário. Deixar que a poesia cresça nesse jogo entre o silêncio e o som certo.