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Armandina sabe as palavras de cor. Mas os nervos afastam-na da perfeição que procura.
O poema “Lamalonga” que escreveu já está quase decorado mas António pede-lhe para o declamar mais devagar e com mais energia, fazendo pausas nos sítios certos para ganhar ritmo .
Agora é a vez de Marcial, que lê o poema “Povo que Lavas no Rio” de Pedro Homem de Melo. Como foi combinado, lê o poema e canta algumas partes assinaladas. António sugere que Marcial junte os poemas “Oiça lá ó Senhor Vinho” e “ Cantilena da Lua Nova” de Frei Hermano da Câmara, que Marcial até já sabe de cor.
O António quer juntar algumas estrofes dos três textos: começar com ‘meia noite dada’ – de Cantilena da Lua Nova – a seguir uma pausa e seguir com o ‘Povo que Lavas no Rio’ cantando as partes indicadas, para depois acabar com ‘Oiça lá ó senhor vinho’.
Antes do final da sessão, ainda houve tempo para ouvir a Armandina de novo com o seu poema “Lamalonga”, desta vez já aplicando as dicas do António.
Os nervos foram finalmente vencidos pela confiança. As palavras ganharam outra vida e António não lhe poupou elogios.