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 ‘A Cabeça no Ar’ é o poema com que António desafiou a Tatiana. Ela lê e relê devagar. Mas António pede-lhe mais pausas e que dê mais ênfase, ritmo à silaba “ar” : voar, sonhar, falar.

A Mafalda trouxe dois poemas de Miguel Torga para juntar aos poemas que António lhe tinha enviado. E ao ler,  António pede-lhe o mesmo exercício:  vincar bem cada sílaba “ar”. Dar corpo às palavras. Fazê-las crescer.

Mafalda diz que os poemas de Miguel Torga são difíceis. Lê o ‘Recomeçar’ e recebe algumas dicas:  Falar devagar e com a ajuda do ritmo partir o poema. Juntar as coisas que fazem parte da mesma ideia. Pausar um pouco quando entrar uma ideia nova.

Tatiana volta a dizer o poema ‘A Cabeça no ar’ e António assegura que está no caminho certo. Precisa apenas de um pouco mais de confiança.

Sabrina leu o poema “Às Massas” e António pede-lhe que diga a palavra “massa” com mais vigor. Mais força.

Ainda nesta sessão, a Mafalda voltou ao poema “Pássaro na Cabeça”. Tinha combinado com António que diria o poema de forma a “assustar” a amiga Carolina. Mas Mafalda declama as palavras de forma muito rápida quando tudo pede vagar…e ninguém mete medo a falar rápido.

Mafalda volta a recitar o poema ‘Basta Imaginar’, desta vez noutro ritmo, e António aplaude dizendo ‘lindo!’ . 

Mais do que dizer a palavra certa, é preciso dizê-la no tempo certo. E a lentidão, na exacta medida, é essencial para que as palavras cresçam e cumpram a função para a qual foram escritas.