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Estavam todos presentes: Rui, Graça, Fernando e Alexandre.
A poesia é uma descoberta, é uma tentativa de ouvir a voz da alma. E, ao longo das sessões, acredita-se que a alma vai aparecendo. “Esta é a minha alma”, talvez o início do mais belo dos poemas, mesmo que a alma apareça “quando estou a falar com os meus botões” e que um dia possa ter uma cor, outro dia outra, e depois voltar atrás, dar meia volta e regressar à mesma cor. Faz parte da vida, e da poesia. Então, qual a cor dos momentos da alma? Para o Rui e o Alexandre a cor é vermelha, para a Graça é verde, e para a do Fernando é preta. E a do António? Muitas cores carregadas: vermelho sangue de boi, grená, verde musgo, azul profundo. Nesta sessão, pede-se que os poemas tenham a cor da alma, naquele momento. António vai ensinar técnicas para que a poesia seja o espelho da alma, ou vice-versa. É claro que alguns poemas só são pintados quando lidos. Alexandre, por exemplo, lê um poema de Ivan Lins que escolheu a pensar nas filhas e na praia. A cor do poema surge de imediato: alaranjada, cor de pôr do sol.
Os outros participantes leram os poemas e as cores e António foi dando dicas: quanto mais o poema disser aquilo que queríamos dizer, menos efeito tem. O melhor fica sempre nas entrelinhas.