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Hoje é dia de encontros.

Juntos, a Armandina e o Marcial da Unidade de Cuidados Continuados de Bragança, a Ana e o Vítor, do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, o Alexandre, o Fernando e a Graça, do Centro Linha d’Água e a Mafalda e a Sabrina, da Associação Bagos d’Ouro. Só a Tatiana e o Rui não estão presentes.

A cada um dos participantes António pede três coisas: uma breve apresentação, que digam o que gostam no poema; e por fim, que digam os poemas trabalhados. Aconselha a todos calma e descontração. Que não se esqueçam que estão entre amigos e que se divirtam.

É Marcial quem começa. Diz que gosta dos poemas que vai dizer e segue com uma espécie de rapsódia de cantigas e poemas já ensaiadas noutras sessões. 

Segue-se a Mafalda. Como combinado fala um pouco de si: tem 10 anos, 2 irmãos e gosta dos poemas que vai dizer. Gosta dos poemas de Miguel Torga mas admite serem complicados. Depois respira fundo e começa com  “Basta Imagina”.

Ao ouvi-la, o Alexandre sorri. Conta que tem uma filha com o mesmo nome e ao ouvi-la lembrou-se do momento em que leu o poema Impossível, de Cesário Verde, em conjunto com a filha Mafalda. Depois avança, também ele, com o seu poema, não sem antes dizer que é da Madeira.

A Ana lê  “Pássaro na Cabeça”, de Manuel António Pina. E como Mafalda tinha treinado o mesmo poema, António pediu que esquecesse o que Ana acabara de dizer e que dissesse o poema de outra forma. O poema é o mesmo, as palavras são iguais, mas é outro ponto de partida, outra imaginação.

Vítor lê o poema Mãezinha de António Gedeão. E segue-se a Graça, com o poema Inquietação de José Mário Branco. Agora é a vez da Sabrina: 10 anos, vem de Murça, tem duas cadelas e uma delas participou com o ladrar na sessão. Leu o poema Às Massas de Luísa Ducla Soares. 

Armandina começa por dizer que vai ler um poema dedicado à sua terra que escreveu e compôs com a ajuda de António, e apresenta então Lamalonga. E Fernando, do Cadaval, escolheu o poema Cântico Negro, de José Régio, de porque se identifica com ele.

Ana volta a ler. Desta vez o poema do livro Para Ti Senhor, de Heitor Morais da Silva, que dedica à sua irmã, um poema que impressionou Ana. Vítor apresenta-se agora: nasceu no concelho de Seixal, foi para Bragança em 1941, tem 94 anos e trabalhou na construção civil. Feitas as apresentações, diz o poema da Pedra de Lioz.

Sabrina disse que o poema que se segue chama-se Sopa de Letras, escrito por António Pina e começou a ler. Posteriormente, Alexandre leu o poema O Grito.

E por fim, José Luís Ferreira, da Fundação da Casa de Mateus, participou na sessão com um poema de Mário Henrique Leiria, a Nêspera.

Esta foi uma sessão conjunta em que se celebrou a poesia sem limite de idades: dos 10 aos 94. E a generosidade e a dedicação de todos foi a melhor homenagem que poderiam prestar a cada poema que pediram emprestado.