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Plataforma Zoom //

É tempo de escrever.

Hoje a Aldara pediu a cada uma que escrevesse uma carta, destinada a alguém muito próximo ou a alguém relevante. A situação pode ser real ou não, mas terá que ser sempre alguém que as participantes não vejam há muito tempo e da qual sintam muita falta e uma grande vontade de estar próximos. 

Quando escrevemos o espaço que nos rodeia também nos entra pela escrita adentro, e por isso a Aldara pediu que cada uma escolhesse o pano de fundo, pensado individualmente.

Cada uma tinha que estar confortável no seu lugar. E mais do que escrever bem, foi reforçada a importância maior de dizer algo com significado.

Passados alguns minutos, uma a uma pousaram a caneta e cada uma leu a carta que escreveu. Primeiro leram para si mesmas. Depois, muito perto do computador, leram para que se escutassem umas às outras.

Cada uma lê e quem entra é que tira a palavra à que estava a ler. 

Há nesta leitura uma espécie de jogo, uma brincadeira de textos. Uma situação fluída e sem pensar demasiado. É apenas importante que haja um “chão comum”. Depois cada uma, com as mãos, definiu com os dedos a moldura que as envolve, para ganharem consciência do seu espaço. E uma a uma, de seguida, “limpou” esse espaço, esse ecrã, implicando o corpo.